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LULA, MORO E AS DUAS BOLHAS

Ontem, durante a sua passagem pela Universidade Federal Rural, no campus de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o ex-presidente Lula voltou a criticar a Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro. Para um auditório composto por estudantes e professores, disse que “inventaram o apartamento tríplex, offshore no Panamá” (sic).

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Sexta-feira (8/12), durante a sua passagem pela Universidade Federal Rural, no campus de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o ex-presidente Lula voltou a criticar a Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro. Para um auditório composto por estudantes e professores, disse que “inventaram o apartamento tríplex, offshore no Panamá” (sic). Com a sua habitual verborragia, continuou: “Todos que prestaram delação estão fumando charuto e rindo da nossa cara, quem está fxdxdy é o trabalhador”. “Constroem a sociedade entorpecida, anestesiada, e colocam a culpa de toda a desgraça em alguém. Estão jogando a culpa da miséria do País na Previdência Social” (sic).

Lula alegou ter sido injustiçado: “Moro viu que o apartamento não era meu, que não teve dinheiro da Petrobrás, mas mesmo assim me condenou. Até testemunha de acusação, o Leo Pinheiro da OAS, o máximo que ele falou era que o Lula sabia, mas na audiência anterior falou que não sabia”. E prosseguiu:”Desafio alguém a dizer que pedi ou alguém me deu R$ 5. Eu vim de baixo, sei o que é ser pobre”. Para o “grand finale” Lula reservou essa pérola: “O juiz Moro tem que saber se alguém brigou no País contra a corrupção foi o PT” (sic).

O mitomaníaco condenado e iletrado – para ele Previdência Social e PT são dois alguéns – não sai do palanque e continua a “inventar estórias”.  

Ainda a propósito da fala do ex-presidente, que também disse que “a atuação da Justiça tem servido para desmoralizar a Petrobrás e o Rio de Janeiro”, Sérgio Moro respondeu laconicamente que “não debate publicamente com pessoas condenadas por crime”. E “zéfini”.

A estratégia de Lula continua sendo a de chamar Moro para o octógono, mas Moro não põe seu vistoso cinturão em disputa com oponente de categoria tão distinta.

Sábado (9/12), finalmente aconteceu a convenção nacional do PSDB, em Brasília. A atmosfera predominante não podia ser pior: o STF determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Aécio Neves e uma insatisfação generalizada ocorre nas hostes do partido, que passa pelo Congresso Nacional, por partidos aliados, por inúmeros tucanos de grosso bico que estão em total desalinho e até por economistas, como Armínio Fraga, que afirmou que o PSDB “envelheceu”.

O governador Geraldo Alckmin assumiu a presidência do PSDB buscando um improvável consenso interno e ainda terá que conviver com aliados potenciais em pé de guerra. Alckmin quer se apresentar como um candidato de centro, com Lula à esquerda e Jair Bolsonaro à direita. Ele só se esqueceu de perguntar se os partidos aliados estão alinhados.

O PSDB parece a moeda virtual Bitcoin, uma proposta liberal e sem regulamentação. Em ambos os casos, o que determina os seus valores de troca (câmbio) são as suas livres “circulações”. No momento a moeda virtual valorizou e ultrapassou a cotação prevista; já a legenda, despencou e ninguém se arrisca a fazer qualquer projeção. A maior semelhança está no fato de serem bolhas que um dia estourarão.

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sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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