Política 2 meses atrás

BATEU O DESESPERO NO GERALDO

Desde a noite do dia 18, dia da divulgação da pesquisa Ibope, Geraldo Alckmin passou a usar sua metralhadora giratória, a cunhar Fernando Haddad de poste vermelho e Bolsonaro de candidato da bala.

compartilhar

Onde deseja compartilhar?

0 visitas.

Não dou crédito às pesquisas eleitorais feitas por Datafolha e Ibope. Costumeiramente erram feio e, de quebra, levam-no a suspeitar que, por trás dos números, há a perniciosa tentativa de induzir o eleitor a optar pelo voto útil. Para ilustrar e apenas para citar uma das muitas lambanças, lembro a eleição municipal de 2012, em Manaus. Naquela pugna, o Ibope apontou um empate entre Arthur Virgílio, do PSDB (34%), e Vanessa Grazziotin, do PCdoB, (32%). A margem de erro era de três pontos para mais ou para menos. Vanessa obteve nove pontos a menos do mínimo que o Ibope lhe dava e Arthur 3,55 a mais do que o máximo. Sobre o discrepante resultado, o jornalista Reinaldo Azevedo assim escreveu: “Havia uma diferença de 20,6 pontos onde o Ibope dizia haver… dois! O erro beneficiava, objetivamente, a candidata apoiada pelo Planalto e pelo petismo”. Carece acrescentar algo mais?
Mas, suponhamos que a pesquisa do Ibope divulgada no dia 18 de setembro próximo e a da Datafolha divulgada dia 19, retratem a realidade. Delas algumas conclusões podem ser tiradas. Uma delas é que o inicio do horário eleitoral “gratuito” de rádio e televisão, não desidratou a candidatura de Bolsonaro, ao contrário, as duas pesquisas demonstram que ele cresceu dois pontos percentuais. O “mito” desfez um mito. Nunca é demais lembrar que o candidato tem apenas oito segundos para mandar o seu recado e, desde o dia sete, está internado em um hospital, impossibilitado de gravar qualquer programa eleitoral, por conta do atentado por ele sofrido. Bolsonaro está com 28% das intenções de votos nas duas pesquisas. Se nenhum fato novo ocorrer, seu passaporte já está carimbado para a disputa da presidência em segundo turno. Contudo, o capitão e sua equipe ainda apostam que possam liquidar a fatura no primeiro turno. Seus maiores problemas residem na sua alta taxa de rejeição – ainda que essa tenha caído de 44% para 42% na pesquisa Ibope, e de 44% para 43%, na pesquisa Datafolha – e seu vice, que teima em dar declarações polêmicas a querer ser mais do que a folhinha marca.
Outra é que não causa surpresa a transferência de votos de Lula para Haddad, imediatamente após seu nome ser, finalmente, confirmado como o candidato a presidência do PT. O Ibope registrou um crescimento de 11 pontos percentuais, com o candidato aparecendo agora com 19% das intenções de voto – antes tinha 8%. O Datafolha identificou um crescimento mais modesto, com o candidato a subir de 13% para 16% nas intenções de voto, um aumento de três pontos percentuais. Bem, nesse período de delírio do PT, o candidato foi poupado e está sendo apresentado ao eleitor como candidato do Partido dos Trabalhadores, somente agora. O resultado certamente incomodou os concorrentes de centro-esquerda e agora Haddad experimentará artilharia pesada, devem mira-lo e desnuda-lo. A insinuação de que ele será uma marionete de Lula ou teleguiado por Gleice Hoffman será uma obviedade. Por ora, o programa do PT exibe a voz de Lula a exaltá-lo como o “maior ministro da Educação de todos os tempos”, uma tentativa de esconder sua pífia gestão à frente da prefeitura de São Paulo, o que lhe rendeu a perda da reeleição no primeiro turno, o que é um prato cheio para seus concorrentes mais próximos.
A verdade é que, nesse cenário, a disputa polarizou e poderemos ter o confronto da direita conservadora, representada por Jair Messias Bolsonaro (PSL), contra a esquerda, protagonizada por Fernando Haddad (PT). Necessário lembrar que Lula tinha 30% das intenções de votos quando o PT insistia em coloca-lo como seu candidato. Ah! Importante também frisar que, assim como as intenções de voto em Haddad aumentaram, sua rejeição também cresceu. Subiu de 23% para 29% na pesquisa Ibope e de 26% para 29%, na pesquisa Datafolha. Assim como Bolsonaro, o candidato petista não está nada confortável nesse quesito.
O PSDB e Geraldo Alckmin (PSDB) choram o resultado das pesquisas, no Ibope regrediram 2% das intenções de voto e agora está com 7%; no Datafolha está com 9%. Logo ele que se submeteu a uma aliança espúria, só para ter mais tempo de rádio e televisão. Geraldo tem tempo demais, mas até agora não soube aproveita-lo, quer porque sua cara não convence, não passa credibilidade, nem empatia; quer porque o conteúdo apresentado pelos marqueteiros, até aqui, tem sido muito fraco. A campanha tucana demorou a bater no PT, relegou o antipetismo ao segundo plano e essa bandeira passou a ser desfraldada exclusivamente pelo “mito”. Mais que isso, supôs que o alvo deveria ser Bolsonaro, a acreditar que mais uma vez o PSDB polarizaria a disputa eleitoral com o PT. Deu-se mal. Desde a noite do dia 18, dia da divulgação da pesquisa Ibope, Geraldo Alckmin passou a usar sua metralhadora giratória, a cunhar Fernando Haddad de poste vermelho e Bolsonaro de candidato da bala. A campanha de Geraldo tinha tudo, tripulação, Centrão, tanque cheio… Mas taxiou demais na pista e agora, com previsão de tempo sujeito a chuvas e trovoada e a máquina emperrada, tudo indica que voltará ao hangar para passar por quatro longos anos de reparos.
Os votos de Marina Silva Não dou crédito às pesquisas eleitorais feitas por Datafolha e Ibope. Costumeiramente erram feio e, de quebra, levam-no a suspeitar que, por trás dos números, há a perniciosa tentativa de induzir o eleitor a optar pelo voto útil. Para ilustrar e apenas para citar uma das muitas lambanças, lembro a eleição municipal de 2012, em Manaus. Naquela pugna, o Ibope apontou um empate entre Arthur Virgílio, do PSDB (34%), e Vanessa Grazziotin, do PCdoB, (32%). A margem de erro era de três pontos para mais ou para menos. Vanessa obteve nove pontos a menos do mínimo que o Ibope lhe dava e Arthur 3,55 a mais do que o máximo. Sobre o discrepante resultado, o jornalista Reinaldo Azevedo assim escreveu: “Havia uma diferença de 20,6 pontos onde o Ibope dizia haver… dois! O erro beneficiava, objetivamente, a candidata apoiada pelo Planalto e pelo petismo”. Carece acrescentar algo mais?
Mas, suponhamos que a pesquisa do Ibope divulgada no dia 18 de setembro próximo e a da Datafolha divulgada dia 19, retratem a realidade. Delas algumas conclusões podem ser tiradas. Uma delas é que o inicio do horário eleitoral “gratuito” de rádio e televisão, não desidratou a candidatura de Bolsonaro, ao contrário, as duas pesquisas demonstram que ele cresceu dois pontos percentuais. O “mito” desfez um mito. Nunca é demais lembrar que o candidato tem apenas oito segundos para mandar o seu recado e, desde o dia sete, está internado em um hospital, impossibilitado de gravar qualquer programa eleitoral, por conta do atentado por ele sofrido. Bolsonaro está com 28% das intenções de votos nas duas pesquisas. Se nenhum fato novo ocorrer, seu passaporte já está carimbado para a disputa da presidência em segundo turno. Contudo, o capitão e sua equipe ainda apostam que possam liquidar a fatura no primeiro turno. Seus maiores problemas residem na sua alta taxa de rejeição – ainda que essa tenha caído de 44% para 42% na pesquisa Ibope, e de 44% para 43%, na pesquisa Datafolha – e seu vice, que teima em dar declarações polêmicas a querer ser mais do que a folhinha marca.
Outra é que não causa surpresa a transferência de votos de Lula para Haddad, imediatamente após seu nome ser, finalmente, confirmado como o candidato a presidência do PT. O Ibope registrou um crescimento de 11 pontos percentuais, com o candidato aparecendo agora com 19% das intenções de voto – antes tinha 8%. O Datafolha identificou um crescimento mais modesto, com o candidato a subir de 13% para 16% nas intenções de voto, um aumento de três pontos percentuais. Bem, nesse período de delírio do PT, o candidato foi poupado e está sendo apresentado ao eleitor como candidato do Partido dos Trabalhadores, somente agora. O resultado certamente incomodou os concorrentes de centro-esquerda e agora Haddad experimentará artilharia pesada, devem mira-lo e desnuda-lo. A insinuação de que ele será uma marionete de Lula ou teleguiado por Gleice Hoffman será uma obviedade. Por ora, o programa do PT exibe a voz de Lula a exaltá-lo como o “maior ministro da Educação de todos os tempos”, uma tentativa de esconder sua pífia gestão à frente da prefeitura de São Paulo, o que lhe rendeu a perda da reeleição no primeiro turno, o que é um prato cheio para seus concorrentes mais próximos.
A verdade é que, nesse cenário, a disputa polarizou e poderemos ter o confronto da direita conservadora, representada por Jair Messias Bolsonaro (PSL), contra a esquerda, protagonizada por Fernando Haddad (PT). Necessário lembrar que Lula tinha 30% das intenções de votos quando o PT insistia em coloca-lo como seu candidato. Ah! Importante também frisar que, assim como as intenções de voto em Haddad aumentaram, sua rejeição também cresceu. Subiu de 23% para 29% na pesquisa Ibope e de 26% para 29%, na pesquisa Datafolha. Assim como Bolsonaro, o candidato petista não está nada confortável nesse quesito.
O PSDB e Geraldo Alckmin (PSDB) choram o resultado das pesquisas, no Ibope regrediram 2% das intenções de voto e agora está com 7%; no Datafolha está com 9%. Logo ele que se submeteu a uma aliança espúria, só para ter mais tempo de rádio e televisão. Geraldo tem tempo demais, mas até agora não soube aproveita-lo, quer porque sua cara não convence, não passa credibilidade, nem empatia; quer porque o conteúdo apresentado pelos marqueteiros, até aqui, tem sido muito fraco. A campanha tucana demorou a bater no PT, relegou o antipetismo ao segundo plano e essa bandeira passou a ser desfraldada exclusivamente pelo “mito”. Mais que isso, supôs que o alvo deveria ser Bolsonaro, a acreditar que mais uma vez o PSDB polarizaria a disputa eleitoral com o PT. Deu-se mal. Desde a noite do dia 18, dia da divulgação da pesquisa Ibope, Geraldo Alckmin passou a usar sua metralhadora giratória, a cunhar Fernando Haddad de poste vermelho e Bolsonaro de candidato da bala. A campanha de Geraldo tinha tudo, tripulação, Centrão, tanque cheio… Mas taxiou demais na pista e agora, com previsão de tempo sujeito a chuvas e trovoada e a máquina emperrada, tudo indica que voltará ao hangar para passar por quatro longos anos de reparos.
Os votos de Marina Silva (REDE) derreteram. No Ibope começou com 12%, caiu para 9% e agora despencou para 6%. No Datafolha aparece com 7%. Definitivamente Marina já pode pensar em deitar na Rede.
Ciro Gomes (PDT), na pesquisa Ibope, estacionou com 11%, entretanto, na pesquisa Datafolha, aparece com 13%, o que é um estímulo para que prossiga em sua luta para chegar ao segundo turno. Sua retórica incontinenti e rebuscada e a promessa de tirar o nome dos inadimplentes do SPC não estavam vingando, assim, a partir do dia 18, no horário noturno, o candidato mudou o seu discurso e estão alfinetando um a um todos os seus concorrentes. Se a pesquisa Datafolha for mais verossímil, há um empate técnico entre Ciro e Haddad. Será que ainda há tempo? Ciro conseguirá permanecer como pedra importante dentro do tabuleiro eleitoral? Os próximos 17 dias dirão.
Os demais presidenciáveis: Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Partido Novo), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (Psol), já estão com seus bilhetes de passagem emitidos, a aeronave partirá rumo ao balatal, sem escala, no dia 7 de outubro.

REDE) derreteram. No Ibope começou com 12%, caiu para 9% e agora despencou para 6%. No Datafolha aparece com 7%. Definitivamente Marina já pode pensar em deitar na Rede.
Ciro Gomes (PDT), na pesquisa Ibope, estacionou com 11%, entretanto, na pesquisa Datafolha, aparece com 13%, o que é um estímulo para que prossiga em sua luta para chegar ao segundo turno. Sua retórica incontinenti e rebuscada e a promessa de tirar o nome dos inadimplentes do SPC não estavam vingando, assim, a partir do dia 18, no horário noturno, o candidato mudou o seu discurso e estão alfinetando um a um todos os seus concorrentes. Se a pesquisa Datafolha for mais verossímil, há um empate técnico entre Ciro e Haddad. Será que ainda há tempo? Ciro conseguirá permanecer como pedra importante dentro do tabuleiro eleitoral? Os próximos 17 dias dirão.
Os demais presidenciáveis: Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Partido Novo), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (Psol), já estão com seus bilhetes de passagem emitidos, a aeronave partirá rumo ao balatal, sem escala, no dia 7 de outubro.

Comente

sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

15370visitas.

Últimas Reminiscências