Medicina 2 anos atrás

Colesterol, seus riscos e cuidados

O recomendável é a não ingestão diária de mais do que 200 mg por dia de colesterol e, no máximo, 30 % da ingestão de calorias diárias advindas de gorduras e com menos de 7% provindo de gorduras saturadas.

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Colesterol é um tipo de gordura presente nas células, essencial para que o organismo bem funcione. Mas há que se ter cuidado, os níveis de colesterol total alto no sangue aumenta sobremaneira o risco de doenças cardiovasculares. Dessa forma é fundamental que mantenhamos seus níveis em equilíbrio. A fórmula é a prática regular de exercícios físicos e uma dieta pobre em gorduras. Evidentemente que mudanças de hábito são sempre desafios, mas viver já é um desafio, então, enfrente-a.

Para que possamos corrigir nossos hábitos alimentares, é preciso identificar o que são gorduras saturadas – aquelas que elevam o mau colesterol (LDL) – e gorduras não saturadas – as que não elevam o colesterol.

A principal causa da elevação dos níveis sanguíneos de colesterol são as gorduras saturadas, cuja principal fonte provém dos animais e de determinadas plantas (coco, azeites tropicais e manteiga de cacau). O recomendável é a não ingestão diária de mais do que 200 mg por dia de colesterol e, no máximo, 30 % da ingestão de calorias diárias advindas de gorduras e com menos de 7% provindo de gorduras saturadas. Outro tipo de gordura decorre da hidrogenação das gorduras durante o seu preparo industrial, que é o caso da margarina (gordura hidrogenada).

Já as gorduras não saturadas (Poli e Mono), estas são, em geral, encontradas em gorduras líquidas obtidas de vegetais. Relativamente aos poli não saturados destacam-se o óleo de sésamo (ou gergelim), nozes, milho, soja, girassol e sementes. Já entre os mono não saturados estão o abacate, óleo de canola, amendoim e azeite de oliva. Esse tipo de gordura auxilia na redução dos níveis de colesterol do sangue quando utilizado na alimentação, em substituição às gorduras saturadas.

As margarinas elaboradas com essas gorduras devem ser usadas comedidamente, pois o seu processo de saturação pela industrialização, objetiva dar-lhe mais espessura, o que as torna tão prejudiciais quanto as gorduras saturadas in natura. Registre-se que as gorduras não saturadas se transformam em saturadas quando submetidas a altas temperaturas (frituras).

Recomenda-se o uso de óleos naturais, não hidrogenados, como azeite de oliva e de canola e consumir alimentos industrializados produzidos a partir de gorduras não saturadas. Quanto às margarinas, quando usadas como substitutas da manteiga, use as margarinas líquidas ou cremosas em vez das mais duras. As que tenham em si menos de 2 g de gordura saturadas por colher de chá e que, em sua composição, os azeites líquidos sejam predominantes. Batata frita, biscoitos e sonho devem ser evitados, bem assim, alimentos ricos em gorduras, como os industriais e comerciais que são fritos e confeitados. Também não são recomendáveis refeições rápidas e frituras.

A principal e maior consequência do colesterol alto é o aumento significativo do risco de doenças cardiovasculares, entre elas: aterosclerose, insuficiência cardíaca, pressão alta e infarto. Somente através do exame de sangue é possível diagnostica-lo, pois este não apresenta sintomas. E como trata-lo? Bem, o tratamento envolve mudanças no hábito alimentar, prática regular de atividade física e também o uso de medicamentos para baixa-lo (Sinvastatina e Atorvastatina).

Para baixar o colesterol através de dieta, recomenda-se consumir frutas, verduras e cereais integrais. Todos esses alimentos são ricos em fibras, que ajudam na redução da  absorção de gordura no intestino. É aconselhável, ainda, evitar o consumo de carnes vermelhas, salsicha, bacon, margarina, manteiga, frituras, doces e bebidas alcoólicas.

O colesterol HDL é tido como colesterol bom já que sua atuação retira moléculas de gordura do sangue, por essa razão é desejável que os valores estejam sempre acima de 45 mg/dl em mulheres e diabéticos, e acima de 60 mg/dl no restante da população.

Por mecanismos que não se pode controlar, é no fígado que ocorre a produção do HDL. Entretanto, a alimentação também pode influenciar na sua produção, provocando o aumentando de seus valores, o que protege o corpo de doenças cardiovasculares, como: aterosclerose, infarto e AVC.

Somente com uma alimentação saudável é possível aumentar a concentração de colesterol HDL no sangue, assim, devemos evitar o açúcar e os alimentos que contém gorduras trans, bem assim, o consumo de alimentos com gordura vegetal, como coco, abacate, azeitona, amêndoas e nozes e, ainda, aumentar o consumo de alimentos que sejam fontes de ômega 3, 6 e 9 (atum, salmão e sardinha), com uma frequência de, pelo menos, três vezes por semana.

Recomendação importante é aumentar a prática de atividade física – ao menos três vezes por semana. Isso melhorará o sistema cardiovascular e auxiliará no consumo das reservas de gordura do corpo, além da gordura – consequente da alimentação – que possa estar disponível no nosso sangue.

No caso do indivíduo apresentar, além do colesterol bom baixo, o colesterol ruim alto,  o cardiologista poderá indicar o uso de medicamentos para que se alcance o controle mais rapidamente.

Não há nenhum sintoma que indique quando se está com o colesterol HDL (bom colesterol) baixo, todavia, é possível suspeitar se os níveis de colesterol bom estão baixos, se o indivíduo tiver gordura abdominal, se for sedentário e se tiver uma alimentação rica em gorduras e açúcares. Nestas hipóteses faz-se necessário a realização de exame de sangue para avaliar o colesterol e, com o resultado obtido, adotar as providências devidas para regula-lo. Recomenda-se a repetição do exame a cada três meses.

E quais os fatores que podem contribuir para que o colesterol HDL fique baixo?  O fator genético que pode envolver a tireoide; a má alimentação, o acumulo de gordura no abdômen, o sedentarismo, a dieta pobre em gordura, tabagismo, triglicerídeos altos, e o uso de medicamentos hormonais.

Quando o colesterol bom está com valores menores que 45 mg/dl (baixo), há um aumento do risco de doenças cardiovasculares, uma vez que pode ocorrer o acumulo de gordura nas paredes das artérias aumenta. Portanto, as consequências de HDL baixo podem provocar o infarto agudo do miocárdio, a trombose venosa profunda (TVP), doenças arteriais e acidente vascular cerebral (AVC).

Em pessoas que possuem colesterol LDL e VLDL altos e quando há excesso de peso, pressão alta, tabagismo e diabetes, o risco de complicações de HDL baixo é maior. Nessas hipóteses o equilíbrio dos níveis de colesterol é ainda mais imprescindível.

Apesar de o colesterol HDL alto não trazer qualquer prejuízo para saúde, ele também não atua como protetor do coração.

A elevação de HDL pode ter como causa, por exemplo, a prática regular de exercícios aeróbicos (corrida); decorrer do consumo exagerado de alimentos ricos em gordura saturada e colesterol; do consumo regular de bebidas alcoólicas e de medicamentos com estrogênios.

O recomendável para conseguir baixar o colesterol ruim, é adotar uma dieta saudável, o que é possível quando consumimos somente fontes de gordura boa (azeite, azeitona, abacate e nozes) e expurgamos outras gorduras nocivas ao corpo (que se encontram  presentes em alimentos industrializados e processados). Por isso é tão importante ler as informações contidas nos rótulos das embalagens dos alimentos.

 

Fontes: https://www.tuasaude.com/remedio-caseiro-para-baixar-o-colesterol/ ;

https://www.abcdasaude.com.br/;

www.remedio-caseiro.com/como-baixar-o-mau-colesterol-com-remedios-caseiros/;

www.socesp.org.br/blogdocoracao/2012/03/19/a-diferenca-entre-ldl-e-hdl-colesterol/

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sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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