Entrevistas 7 meses atrás

ENTREVISTA COM ARNALDO RUSSO

Ele foi estudante do Colégio Dom Bosco, professor de cursinho pré-vestibular e Secretário de Saúde. É amazonense, médico oftalmologista formado pela antiga Universidade do Amazonas – UA, hoje Fundação Universidade do Amazonas – FUA, há 40 anos e diretor presidente do Centro de Diagnóstico Oftalmológico da Amazônia – Cedoa. É vascaíno, amante da música, fundador do Clube dos Discófilos Fanáticos – CDF, Cônsul da Itália, tem um programa de rádio há doze anos e não pensa em parar de empreender. O entrevistado de hoje é o Dr. Arnaldo Russo.

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Ele foi estudante do Colégio Dom Bosco, professor de cursinho pré-vestibular e Secretário de Saúde. É amazonense, médico oftalmologista formado pela antiga Universidade do Amazonas – UA, hoje Universidade Federal do Amazonas – UFAM há 40 anos e diretor presidente do Centro de Diagnóstico Oftalmológico da Amazônia – Cedoa. É vascaíno, amante da música, fundador do Clube dos Discófilos Fanáticos – CDF, cônsul da Itália, tem um programa de rádio há doze anos e não pensa em parar de empreender. O entrevistado de hoje é o Dr. Arnaldo Russo.

Blog: Qual é a tua origem e formação?

Arnaldo Russo: Minha origem por parte de pai é italiana, Domenico Russo, que veio do sul da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ele era um artesão, trabalhava com couro, fazia bolas, solados, sapatos… Tinha fôrmas com as quais confeccionava sapatos. Também, concertava sapatos para atender a demanda existente. Minha mãe Dinéa era amazonense. Eles se conheceram no bairro de São Raimundo, casaram e constituíram uma família de oito filhos. Meus pais conseguiram que todos os filhos concluíssem o terceiro grau, um feito admirável para um casal que vivia com simplicidade.   Sou oftalmologista há exatos 40 anos, formado na Universidade do Amazonas, com pós-graduação no Rio de Janeiro, no Hospital da Lagoa e Santa Casa.

Blog: Quando surgiu o Cedoa? Qual o horário de atendimento?

Arnaldo Russo: Antes do Centro de Diagnóstico Oftalmológico da Amazônia – Cedoa, eu tinha o meu consultório que funcionava em frente à Praça Santos Dumont. O Cedoa foi inaugurado em 1991. Durante 15 anos funcionou na Rua Salvador, no Bairro de Adrianópolis, há 12 anos nos instalamos no endereço atual, na Rua Acre com Rua Rio Mar, no Vieiralves. O fundamental é que com muito trabalho e dedicação conseguimos fazer uma clínica de respeito, conceito e referência. Realiza muito o fato de ter dois filhos trabalhando no Cedoa: o Thiago é diretor médico do departamento de Retina e o Roberto é o administrador. O horário de atendimento é das 6h: 30 às 18h, de segunda-feira à sexta-feira. Aos sábados funcionamos de 7h às 12h.  

Blog: O Cedoa atende convênios? Quais?

Arnaldo Russo: Atendemos a todos os convênios, inclusive SUS, que é um trabalho social.  Além da sede, na na Rua Acre, temos um projeto piloto de atendimento em periferia. É um satélite localizado na Nova Cidade, no Shopping DB.

Blog: Então para atender a demanda existente, o Cedoa precisa dispor de uma equipe composta por vários profissionais?

Arnaldo Russo: Sim. Nossa equipe conta com nove profissionais, atingindo todas as áreas da oftalmologia: catarata, refrativa, retina, córnea, glaucoma e estrabismo. Ou seja, é uma clinica onde o paciente encontrará o atendimento e o tratamento para o que precisar. Além dos procedimentos básicos (consultas e exames menores), nós temos o que chamamos de alta complexidade, as grandes cirurgias de alta tecnologia, como: retina, catarata e refrativa com laser, em dois centros cirúrgicos. Nossos equipamentos são todos de ponta, para atender nossa equipe multidisciplinar. Por isso, para cada especialidade há um departamento exclusivo, com equipamentos para diagnosticar e realizar cirurgias.  

Blog: Quais os problemas oftalmológicos mais comuns?

Arnaldo Russo: O principal problema, o dia a dia, é a refração. Pessoas que buscam a troca dos óculos e querem saber com está a sua visão. Aos 40 anos todas as pessoas passam a precisar de óculos para perto, é uma demanda imensa. Agora, se analisarmos a questão pela ótica da patologia, que não é o dia a dia, há muita ocorrência, principalmente processos senis, como por exemplo, a catarata. Todo ser humano, a partir dos 60 anos, vai desenvolver catarata. Como temos uma clientela extensa, diariamente a diagnosticamos. Muitos são casos de cirurgia, isso devido ao conceito que conquistamos e a referência que nos tornamos. Um paciente fala para o outro e este nos procura.

Glaucoma, talvez seja a doença mais agressiva por ser silenciosa. Todos nós, a partir dos 40 anos de idade, temos uma pré-disposição, por isso faz-se necessário que, a partir dessa idade, todos tiremos a pressão ocular. Essa é a única forma de se saber se você tem ou não glaucoma, porque não dói, não tem sintoma, você vai perdendo a visão sem saber, porque a visão central permanece. Há pacientes que chegam dizendo que estão com dificuldade para subir e descer degraus, no exame se detecta que ele já perdeu todo o campo visual.

Blog: O que a população jovem mais procura em teu consultório?

Arnaldo Russo: A cirurgia refrativa é muito procurada pelos jovens a partir de 18 anos. Eles  querem ser livrar dos óculos, especialmente para ter liberdade para esporte e lazer. O jovem é muito ativo e os óculos sempre incomodam.

Blog: Há como evitar ou proceder em relação à patologia?

Arnaldo Russo: A catarata é inevitável, é um processo senil, todos um dia terão. A questão da parte visual também, mesmo que a pessoa consiga levar mais tempo sem usar óculos, mas a partir dos 40, não tem escapatória. Uma pessoa que tem hipermetropia, astigmatismo… Isso logo chama a atenção, porque com o esforço, ele terá a sintomatologia de dor de cabeça, enjoo, então… Isso não escolhe idade.

A questão de grau é totalmente de programação genética. A miopia, por exemplo, que é um olho maior que o normal, você já nasce com isso, com tendência a crescer mais durante a adolescência. É um conceito totalmente popular, essa história de “ah, usar óculos cria dependência!”, se não usar piora. Ora, se você pegar uma criança que acaba de nascer e colocar no quarto escuro sem usar a visão, aos 40 anos ela terá problemas com a visão para perto. São regras da natureza que não mudam.

Doença passível de prevenção é o glaucoma, se o paciente souber que há histórico de antecedentes familiar, deve tirar a pressão ocular com regularidade, antes dos 40 anos.

Doenças degenerativas do idoso na retina, no diabetes. O diabetes atinge os vasos, também os vasos da retina, então passa a ter hemorragias repetidas vezes que acabam em descolamento. Se for visto cedo, se procurar o oftalmologista na primeira hemorragia, você tem o recurso de foto coagular com o laser e assim evitar a progressão da doença. A questão é que, infelizmente, a maioria esmagadora das pessoas só procura o médico quando já está em estágio avançado.

Blog: Não há uma forma preventiva, ainda na infância, de se identificar a refração, por exemplo?

Arnaldo Russo: A prevenção de problemas de refração na infância deveria ser obrigada por lei. Eu propus quando era secretário de Saúde e mais recentemente ao ex-governador Eduardo Braga. Entendo que deveria ser exigido, tanto do aluno da escola pública, quanto da privada. Todos deveriam se matricular portando uma carteira de habilitação visual. O que recebi como resposta, nas duas ocasiões, é que não seria correto obrigar o aluno a se submeter ao exame. Ora, correto para mim é salvar olhos ainda nessa faixa etária! O estado disponibilizaria médicos oftalmologistas nas escolas públicas no período de matrícula, assim como as escolas particulares, dessa forma o aluno não precisaria se deslocar até um consultório médico.

Existe um problema chamado Ambliopia, popularmente chamado de olho preguiçoso. Seu filho nasce com oito graus de um lado e zero do outro, se isso não for visto até os seis anos, esse olho será desativado e nunca mais se recuperará, na medicina atual ainda não tem solução. Já se a criança faz um exame antes dos seis anos, o problema é detectado. Aí se fecha o olho bom e põe-se o outro para trabalhar, mais tarde coloca-se uma lente de contato e salva o olho. Independente se o aluno venha a ser examinado por um médico particular ou da rede pública. A criança se matricularia e, tanto ela quanto os pais e professores, já saberiam se ela precisa de maior atenção, se tem visão subnormal. Infelizmente isso não foi compreendido.

Blog: Houve uma época em que a lente de contato virou modismo. Ainda é assim?

Arnaldo Russo: A lente de contato é pra quem não tem acesso à cirurgia ou teme a cirurgia,  especialmente os jovens ou pessoas com certa vaidade que querem fugir dos óculos. A lente de contato tem todo um ritual de limpeza, de cuidados. O que acontece é que o jovem não toma muito cuidado, não dá a atenção devida, se o limite é ficar um dia ele fica um mês, isso acaba resultando em uma ulcera de córnea. Se essa úlcera de córnea for invasiva, pode comprometer profundamente o olho, se for mínima, mas se ocorre no eixo visual, já atrapalha a visão. Lente de contato exige muita responsabilidade, muito cuidado.

A regra de ouro é a seguinte: se você souber que está de lente, tire a lente e procure um médico. A lente deve estar no seu olho de modo que você não a perceba. Ou seja, ela tem que estar confortável. Não há o mínimo perigo de, se estiver confortável, aparecer uma ulcera. O olho se encarrega de avisar (fica vermelho, expulsa a lente, lacrimeja…). Esse problema é mais comum em pacientes dependentes da lente. Por exemplo: a pessoa tem 14 graus e não quer usar lente grossa, está incomodando, mas se tirar a lente não enxerga nada. Então fica insistindo, às vezes nem óculos ele tem, até buscar um médico já com um problema grave. A lente tem seus riscos, tem que ter muito acompanhamento. Por isso as lentes coloridas deram tanto problema, a pessoa comprava, botava no olho e… Bem, cada lente tem que ser personalizada, cada olho tem uma curvatura.

Blog: Qual o percentual de sucesso de cirurgias refrativas (miopia e astigmatismo)?

Arnaldo Russo: Antigamente se fazia um olho como piloto para se basear no outro. Hoje estamos na quarta geração de laser. Os lasers chegaram a um nível de precisão tão grande que é possível fazer os dois olhos de uma vez e a chance de êxito no dia seguinte é de 98%. Entre entrar na sala de cirurgia, fazer os dois olhos e sair da sala, dependendo da inquietação do paciente, leva de cinco a dez minutos e no dia seguinte o paciente está apto a trabalhar.

Blog: O contato com a luz solar é impactante, o olho fica mais sensível no pós-cirúrgico?

Arnaldo Russo: Há duas técnicas. A chamada Lasik, em que você faz um flap da córnea e aplica o laser, essa no outro dia você não sente nada. A outra, para quem tem a córnea fina, é a PRK. Essa você tem que tirar o epitélio para não cortar, o olho fica sensível por muitos dias. Mas o resultado é o mesmo. O sucesso da cirurgia refrativa é fantástico, a sensação é de milagre.

Blog: E quanto à implantação de lente?

Arnaldo Russo: Na catarata, com a senilidade, a lente natural fica opaca, então é preciso tirar essa lente opaca e substitui-la. A tecnologia sofisticou tanto, que a lente implantada no lugar da natural já pode ser multifocal, livrando o paciente dos óculos.

Blog: O médico Arnaldo Russo ainda tem projetos profissionais por realizar?

Arnaldo Russo: Lúcio, no instante em que você deixa de ter metas, seu tempo acabou. Isso é uma das coisas que filhos e a minha mulher ficam chateados comigo, eu não paro de querer inovar, criar novos projetos. É isso que me mantem vivo. Temos esse projeto piloto na Zona Leste e agora pensamos em transformar em policlínica, com várias especialidades e planos de abrir outros. É uma forma de expansão, divulgação e contribuição social.

Blog: E na vida do cidadão Arnaldo Russo?

Arnaldo Russo: A música é o meu hobby, até tenho um programa de música na Rádio Tiradentes há 12 anos. Também sou cônsul da Itália. São ocupações que me mantêm atento, me exigem em todos os momentos, isso é estar vivo. Então é isso, expansão como motivação de vida, trabalho social. O Consulado é uma grande honra, porque foi uma homenagem ao meu pai, um imigrante italiano humilde… Pena que não viveu para ver isso, mas certamente se sentiria orgulhoso em saber que somos a cabeça da comunidade italiana e que temos um excelente relacionamento com todos. Não há a menor intenção de minha parte, nem da própria Embaixada, em dar um ponto final a esse vínculo.

Blog: Não há muito aqui esteve o cantor italiano Fabio Concato, um sucesso. Há outra empreitada com essa em andamento?

Arnaldo Russo: Há cinco anos trouxemos o Fabio Concato, foi um sucesso, lotou o Teatro Amazonas. Agora penso em uma maluquice menor, quando da inauguração da nova sede do CDF (Clube dos Discófilos Fanáticos), quando pretendemos trazer um grande músico brasileiro. Mas será uma coisa intimista, nada de Teatro Amazonas ou outro palco. Preferencialmente uma apresentação solo. Contudo, devo confessar que a grande loucura será trazer Concato outra vez, nesse caso pelo Consulado. No fundo ele aguarda essa nova vinda, nós não perdemos o vínculo e sua vontade é voltar a se apresentar aqui.

Blog: Além do Concato há outro cantor italiano que aprecias?

Arnaldo Russo: Eu aprecio muito o Zucchero. Outro dia estava em um congresso de oftalmologia no Rio de Janeiro e, no último dia, à tarde, eu já estava livre. Quando subia a escada rolante de um Shopping Center, vi o anúncio do show do Zucchero no Teatro Bradesco para o dia seguinte. Ocorre que eu já estava com viagem marcada e compromissos agendados aqui. Pior foi acessar a internet e saber que ainda tinha vaga para o show, não deu. O Concato seria um ídolo cool, um artista italiano respeitadíssimo, adorado por quem entende de música. O Zucchero é um cantor do mundo, a maior referência da música italiana atual.

Blog: Tua paixão pela música é impressionante. Há uma razão para isso?

Arnaldo Russo: Minha paixão pela música é inexplicável, porque não tive grandes influências em relação aos meus pais. Foi uma coisa que começou ainda jovem, ouvindo rádio, nem eletrola tinha. Minha família achava curioso eu sentar em uma cadeira de embalo, botar o rádio no colo e ficar ouvindo música.  Até surgir a primeira eletrola. É um privilégio ter podido conhecer cada disco, comprar, pegar, ouvir… Sou pop, amante dos Beatles, o que eles fizeram, geraram, mudaram… Elton John eu acompanhei desde o início, a marcante Goodbye Yellow Brick Road, que estourou em um momento especial de minha vida.

Blog: O fato de os Beatles e Elton John serem da Inglaterra é só uma coincidência?

Arnaldo Russo: Não, ocorre que 90% das grandes estrelas da música são inglesas. Sim, tem bons americanos, mas mesmo hoje se fossemos eleger dez grandes bandas, oito seriam inglesas.

Blog: Como e quando começou o famoso e longevo CDF?

Arnaldo Russo: O início do Clube dos Discófilos Fanáticos – CDF, não é preciso, calcula-se que tenha 25 anos de existência. Começou com um encontro meu com o meu querido e saudoso Expedito Teodoro, outro amante da música. Ele comentou sobre a imensa coleção de discos que tinha e eu sobre a que eu vinha começando a montar. Em outra ocasião, comentando com ele, disse-lhe que não era legal a gente ter isso e ninguém saber, não podermos compartilhar. Aí surgiu lá no Ury´s Bar, a ideia de formar um grupo para que cada qual mostrasse o que tinha, começar a fazer esse grande compartilhamento. E começamos unicamente escutando música. No primeiro anos fizemos uma tentativa de rodízio, cada mês a reunião foi na casa de um dos membros: na casa do Expedito, do Salomão Benchimol, do Waldir Menezes, do Jorge Grosso, quando chegou a vez de ser em minha casa, de lá não mais saiu. Não sei explicar porque, talvez pelo espaço… Enfim. Bem, algumas pessoas muito importantes acabaram deixando o CDF, por motivos diversos: o Jorge Grosso, o Dantas, o Arnaldo Alves… Esse último era o DJ da boate Starship, conhecia muito de música, de qualquer gênero, tinha programa de rádio…  E ele me prestigiava, dizia que na minha casa ele iria, lamento sua saída. Depois houve um Natal e eu propus que cada um fizesse um disco, houve um sorteio e cada qual pegou o nome do amigo que teria que fazer um CD para presenteá-lo e foi muito legal. Então continuamos fazendo discos e foi evoluindo, evoluindo até chegar ao estágio atual em que cada membro, ao longo do ano, apresenta um trabalho por mês e uma Rave no final do ano, quando todos se apresentam com um tema único. Hoje somos doze membros, a primeira e grande perda foi o querido Expedito.

Blog: E o Clube do CD, teu programa na Rádio Tiradentes?

Arnaldo Russo: Bem, quando o Tiradentes inaugurou a rádio, ele ainda não tinha um grande acervo. Como sempre fomos próximos e tivemos relacionamento cordial, ele inclusive frequentava nossas reuniões do CDF, ele perguntou se eu poderia ajuda-lo, cedendo alguns CD´s e eu colaborei. Ele me perguntou se eu não queria fazer o primeiro programa de música da Rádio Tiradentes, porque havia gostado muito do meu gosto musical e acervo. E me deu a imensa responsabilidade de quatro horas de música aos sábados, das 20h às 24h. No início o impacto foi tão positivo que ele repetia o programa no domingo de manhã. O programa caiu no gosto dos ouvintes, são músicas que não estão no dia a dia de qualquer rádio. E tem outra coisa, é um programa que busca resgatar músicas que ninguém admite mais, como a música italiana, portuguesa, francesa, uma diversidade muito grande e num padrão muito retilíneo. E lá se vão 12 anos de programa.

Blog: Arnaldo, fica à vontade para fazer tuas considerações finais.

Arnaldo Russo: Queria aproveitar para agradecer a oportunidade e para te desejar sucesso nessa tua empreitada que, já estou sabendo, colhe bons frutos. Abraço, meu amigo.

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Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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