Crônica 3 meses atrás

FELIZ NATAL!

Yeshua (Jesus em hebreu) foi um pregador judeu nascido em Nazaré da Galileia, uma região habitada por gentios e judeus, situada na parte norte da Palestina. Jesus é tido como o Filho de Deus, o Messias aguardado no Antigo Testamento, o profeta. É considerado reformista, filósofo, sábio, carismático e autor de milagres. Antes de ser […]

compartilhar

Onde deseja compartilhar?

0 visitas.

Yeshua (Jesus em hebreu) foi um pregador judeu nascido em Nazaré da Galileia, uma região habitada por gentios e judeus, situada na parte norte da Palestina. Jesus é tido como o Filho de Deus, o Messias aguardado no Antigo Testamento, o profeta. É considerado reformista, filósofo, sábio, carismático e autor de milagres.

Antes de ser crucificado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos – o que o levou a morte -, fundou a Igreja. Como forma de expiação, ressuscitou dos mortos, ascendeu ao Céu e de lá regressará. 

A Bíblia relata a sua passagem na terra, mas não faz qualquer menção ao dia exato de seu nascimento. Talvez por isso, no calendário cristão da antiguidade, só existisse a crucificação na sexta-feira santa e a Páscoa, que é a sua ressurreição. A esse propósito havia um entendimento entre os primeiros seguidores de Jesus e os líderes da igreja, que festejar o nascimento de um mártir ou um santo, não fazia qualquer sentido, pois, para tornar-se um, era preciso que morresse. Acrescido a isso, evidentemente o fato de que não se conhecia a data em que Cristo veio ao mundo.

O surgimento da celebração do Natal tem algumas versões. Há a que diz ter a data surgida em substituição à festa pagã da Saturnália, um festival que ocorria na Roma antiga, em homenagem ao deus Saturno. As festas e banquetes ocorriam entre os dias 17 e 25 de dezembro. Durante esses festejos, a população tinha por hábito trocar presentes.  A comemoração do Natal em substituição a essa celebração teria sido uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos.

Outra proposição remete a outros deuses que os romanos cultuavam, como Apolo e Mitra, o deus sol. Para homenagear esse último, no ano de 273, o imperador Aureliano estabeleceu o dia 25 de dezembro. Dessa forma, instituiu-se o Natalis Solis Invicti, “Nascimento do Sol Invencível”, data que marcava o retorno dos dias mais longos depois do solstício de inverno no Hemisfério Norte. Com a expressiva conversão da população de Roma ao cristianismo, o culto ao “Nascimento do Sol Invencível” passou a ser associado ao nascimento de Jesus Cristo, o que passou a dar novo significado ao dia 25 de dezembro. Se entendermos que essa tese é convincente, significará que a história do Natal começou pelo menos sete mil anos antes do nascimento de Jesus.

Há ainda a versão de que a fixação da comemoração no dia 25 de dezembro passa por cálculos sobre a concepção do Salvador. É que especulações de sábios cristãos do século III, baseadas em contas feitas a partir de textos bíblicos, defendem que o mundo teria sido criado no dia 25 de março. Nesse caso faria sentido que Jesus tivesse sido concebido nessa data, uma vez que a sua encarnação representava o recomeço de tudo. Daí, se contarmos nove meses para frente, a data provável de seu nascimento teria sido o dia 25 de dezembro.

Também há estudiosos que defendem abril como o mês do nascimento de Jesus. Bem, o certo é que o Natal é comemorado desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental e, noves fora probabilidades, especulações e fábulas, todos os cristãos – cerca de 30% da humanidade – têm o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento de Jesus Cristo, nada a importar que, de verdade, não se tenha a menor ideia de quando Jesus nasceu.

Feliz Natal!

Comente

sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

18110visitas.

Últimas Reminiscências