Política 3 semanas atrás

A HORA E A VEZ DO W

Todos os que um dia governaram este estado por primeira vez, também careciam de experiência. Escolheram quem não tem vícios, nem citação em operações da Polícia Federal. Não há dúvida, o próximo governador do Amazonas será o paraense Wilson Lima.

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Noves fora o Piauí, que elegeu Wellington Dias (PT) governador pela quarta vez e em primeiro turno, três outros estados poderão ser governados por postulantes, cujos nomes têm como iniciais a letra W: Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro; Waldez Góes (PDT), no Amapá; e Wilson Lima (PSC), no Amazonas. Está aí um muito provável   www.gov.br para os próximos quatro anos de governança nesses estados.

Curiosamente os três são nascidos em outros estados, que não aqueles pelos quais são candidatos. Wilson Witzel é paulista de Jundiaí; Waldez Góes é paraense de Gurupá e Wilson Lima paraense de Santarém. O que isso quer dizer? Nada. O resto é mimimi que ouvimos por aqui, coisa de quem se engasga com espinha de jaraqui.

Se recorrermos à história, saberemos que os primeiros governadores do Amazonas – juntas governativas provisórias, titulares ou interinos -, desde 1758, eram portugueses: Joaquim de Melo e Póvoas, Gabriel de Souza Filgueiras, Nuno da Cunha d’Athayde Varona, Valério Correia Botelho de Andrade, Lobo D’Almada, Gaspar Valente Cordeiro, só para citar alguns.

A partir de 20 de outubro de 1823, por meio de uma Lei Imperial subscrita por D. Pedro, tais juntas governativas provisórias foram extintas, em seus lugares foram criados os cargos de presidente – preenchido por nomeação do Imperador – e os conselhos de governos, esses, eleitos. Pois bem, o primeiro presidente da província do Amazonas foi o paraense João Batista Figueiredo Tenreiro Aranha; depois tivemos o também paraense, João Wilkens de Matos. José de Miranda da Silva Reis, Rufino Enéas Gustavo Galvão e José Paranaguá eram cariocas.

No período republicano, o primeiro governador do Amazonas foi o maranhense Eduardo Gonçalves Ribeiro. Depois Guilherme Moreira, o Barão do Juruá, este, baiano.  Já Fileto Pires, era carioca. Em 1898, finalmente tivemos o primeiro governador amazonense, o manauara José Cardoso Ramalho Júnior. Depois veio o coariense Silvério José Nery; o baiano Jônatas Pedrosa e o mineiro Efigênio Sales.

Na Era Vargas, o filho de Humaitá, Álvaro Maia, nos governou.

O interventor nomeado pelo governo federal, Siseno Ramos Sarmento, foi o segundo manauara a governar o Amazonas, isso em 1946. No ano seguinte, novamente José Cardoso Ramalho Júnior foi eleito em sufrágio universal. Outro manauara, Leopoldo Neves, em 1947, também assim se elegeu. Os seguintes foram Plinio Ramos Coelho, natural de Humaitá e Gilberto Mestrinho, filho de Manaus.

Mais dois manauaras foram eleitos pela Assembleia Legislativa: Artur César Ferreira Reis e Danilo Duarte de Matos Areosa. João Walter de Andrade era sergipano; Enoque Reis, natural de Manacapuru; José Lindoso, de Manicoré; e, Paulo Nery, também de Manaus.

Amazonino Mendes, natural de Eirunepé, foi eleito pelo sufrágio universal; Vivaldo Frota, de Boca do Acre, o sucedeu; Eduardo Braga é paraense de Belém; Omar Aziz é de Garça, São Paulo; José Melo é de Ipixuna e David Almeida, de Manaus.

Bem, e qual era o cardápio que o amazonense tinha para a eleição de 2018? Um quibe com data vencida e nome presente em operações deflagradas pela Polícia Federal; um croquete oleoso oriundo da cozinha do Poder Legislativo, este com meteórica passagem pelo Executivo estadual, sem economia propagandística; um brigadeiro congelado e descongelado depois de muitas luas, sem graça, passado, sem o dulçor de tempos outros; e, finalmente, uma unha de caranguejo novo, fritada em óleo de primeira leva.  O eleitor amazonense, cansado de acepipes requentados, optou pela culinária paraense. E não adianta chororo, o cara já ganhou.

A verdade é que não há liderança nativa emergente e a oferta que se nos apresenta é ultrapassada. A opção que passou para o segundo turno foi descongelada e servida novamente, entretanto, não deu mais para ser digerida. Aí o eleitor optou por experimentar o novo, com cara nova, sem experiência, mas e daí? Todos os que um dia governaram este estado por primeira vez, também careciam de experiência. Escolheram quem não tem vícios, nem citação em operações da Polícia Federal. Não há dúvida, o próximo governador do Amazonas será o paraense Wilson Lima.

Se ao fim e ao cabo ele cumprir suas promessas de campanha, já terá valido à pena.

Dos três W’s, portanto, o Wilson daqui – azarão como o do Rio de Janeiro – sem dúvida  assumirá a cadeira de governador a partir do 01 de janeiro de 2019, os outros dois são hipóteses dos W’s que poderão ou não compor o www.gov.br que se desenha.

Que venha Wilson e a prometida “Transformação para um novo Amazonas”!

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sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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