Opinião 3 anos atrás

O desalinho dos desalinhados e outros…

(…)Gedell que sempre ria, chorou quando teve sua liberdade negada pela justiça. ‘Se prenderam para delatar, não haverá o prêmio’, disse seu advogado. Será? Geddel está preso na área de ‘vulneráveis’ da Papuda.(…)

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O desalinho dos desalinhados

Tasso Jereissati diz que “o posicionamento (do PSDB) é pelo desembarque, não é de oposição ao governo”, mas afirma que o país caminha para a ‘ingovernabilidade’ (é o caso de um ponto de interrogação). Já o fisiológico e até bem pouco tempo alinhado Renan, declara que “Ele (Temer) deveria ter a grandeza de antecipar a eleição” (é o caso de um ponto de exclamação).

Ave Maia!

Enquanto a debanda de aliados do governo Temer se cristaliza a cada dia, Rodrigo Maia, que começa a ser visto como uma hipótese natural some dos palácios, desacelera e voa para a capital portenha. Com isso evita substituir Temer durante a viagem dele ao G-20. Diz-se que ele está se posicionando para “eventualidades”. Se Temer cair, é ele quem assume, convoca uma eleição indireta pelo Congresso Nacional e desponta como um candidato “natural” e consensual.

Leandro é “imexível” a Lava Jato, não

Após a delação premiada do Grupo J&F, o governo indicou o jurista Torquato Jardim para o Ministério da Justiça. A indicação foi vista como uma – quem sabe? – tentativa do governo de interferir nos rumos da Lava Jato. Primeiro especulava-se sobre a  substituição do diretor-geral da PF, Leandro Daiello. O ministro chegou a dizer que “todos terão sucessores algum dia”. Leandro permanece, mas alguém duvida que o desmonte do grupo de trabalho da Lava Jato na PF – a equipe de trabalho foi reduzida, os delegados não vão se dedicar exclusivamente à operação – tem o dedo do ministro? Um retrocesso imensurável.

De Salvador para a Papuda

Gedell que sempre ria, chorou quando teve sua liberdade negada pela justiça. ‘Se prenderam para delatar, não haverá o prêmio’, disse seu advogado. Será? Geddel está preso na área de ‘vulneráveis’ da Papuda.

Temer treme com o aperta-a-cunha

Ele que se manteve quieto por um longo período, mas sem deixar de fazer suas anotações, assim que soube que o doleiro Lúcio Funaro faria delação premiada, apressou a sua que, parece, será ‘casada’ com a do operador Funaro. A delação de Cunha já tem mais de cem anexos.  

Parole, parole, parole…

O presidente acuado e paulatinamente abandonado por seus aliados está por um fio. Resta-lhe cooptar e elevar o tom do seu discurso, quando diz que há “tentativa de desarmonizar os Poderes do Estado” ou quando tenta minimizar a crise ao declarar, em Hamburgo, na Alemanha, onde participa da cúpula do G20, que não há crise econômica no Brasil.

A mão que balança o berço

Aliados do presidente admitem dificuldades para alcançar maioria simples na comissão (CCJ) que vai analisar denúncia de corrupção passiva apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A mobilização é intensa, os resultados nem tanto. São necessários 34 votos dos 66 parlamentares que compõem a CCJ da Câmara, para a aprovação de um relatório favorável ou a rejeição de um parecer desfavorável ao presidente. A mão que balança o berço tem dono: deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia na CCJ. Zveiter é uma “incógnita”.

Ora, ora, ora…

Acredite se quiser. O Conselho de “Ética” aprovou o arquivamento de pedido de cassação de Aécio por 11 votos a quatro. Pronto, ficou decidido que o senador não será investigado na Casa pelas gravações com o dono da JBS, Joesley Batista. Com isso foi inocentado e calou a boca dos “maledicentes” que não acreditavam que o parlamentar recebeu “legalmente” um empréstimo de R$ 2 milhões, destinados ao pagamento dos custos com a defesa dele na Operação Lava Jato.

O “inocente” Lula

Aí o PT diz que recorrerá a órgãos internacionais por candidatura de Lula. A intenção do partido é procurar órgãos internacionais caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impossibilitado de disputar as eleições de 2018. Lula é réu em cinco ações: duas na Operação Lava Jato, sob a responsabilidade de Moro.

Não é Joesley, é Joesley

E Joesley ou Joesley, que quando criança tinha a sílaba tônica no segundo “e”, omitiu em delação negócio bilionário com as bênçãos de Palocci (PT). Ele não revelou a compra de grupo americano, em 2009, com subsídio de US$ 2 bilhões do BNDES. Joesley ou Joesley teria firmado contrato com Palocci, com cláusula de êxito, depois que a JBS adquiriu a empresa americana Pilgrim’s, Pride. Esse Batista é um abençoado.

Eleição suplementar do Amazonas, quem pagará a conta?

A novela começou quando Melo foi cassado. Sem ter Joesley para recorrer, não se sabe para quem Melo apelou para custear a batalha judicial, mas que deve ter custado uma nota, ah, isso custou (ou ainda custará)! O certo é que o ministro Lewandowski, num capitulo espetacular, entendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não poderia ter determinado uma nova eleição suplementar direta no Amazonas, antes de analisar recursos do governador e do vice. Assim, por decisão liminar a suspendeu. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, por questões de foro íntimo, se declarou suspeita para analisar os recursos contra a liminar do ministro Ricardo Levandowski. O processo passou para o vice do STF, Dias Toffoli, mas o ministro não estava em Brasília e o processo foi redistribuído, finalmente a análise ficou com o ministro Celso de Mello. Ontem ele decidiu manter a continuidade da eleição direta para governador do Amazonas e o puxa-encolhe teve um ponto final. Y la nave va.

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Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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