Sô Cutruco 9 meses atrás

O Oráculo do Sô Cutruco

(…)Conceituá-lo como “transporte alternativo”, eu penso ser um equivoco, trata-se de transporte que opera ao arrepio da lei, é, pois, irregular e clandestino. A bagunça é tanta que, só em 2017…

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Pergunta 1 – Sô Cutruco, bom dia! Como e senhor vê a relação entre a Manaus Ambiental, as Companhias Telefônicas, a Eletronorte, a Cigás e a Secretaria Municipal de Infraestrutura? (Januária Ferdinando Soares, moradora do Eldorado).

Sô Cutruco – Uma relação de divórcio litigioso e irreconciliável, senhorinha Januária. Não há qualquer planejamento, programação conjunta, qualquer respeito ao cidadão. Rasga-se a rua, realiza-se o trabalho, cobre-se com capa asfáltica de fina espessura e já lá começa o primeiro retalho. Com os buracos que as chuvas provocam em quatro anos a colcha estará completa, para a alegria das oficinas mecânicas. É um escárnio, senhorinha, realmente lamentável. Não vejo hipótese de solução em curto e nem em médio prazo.

Pergunta 2 – A Secretaria Municipal de Infraestrutura  é ocupada por um político. O Sô Cutruco não pensa que isso é um equivoco?  (Mário Marlos Vieira da Rocha, morador do bairro Zumbi dos Palmares).

Sô Cutruco – O senhor está coberto de razão, isso é de uma estultice sem tamanho. Eles não cansam de tripudiar sobre nós outros. O gajo é eleito vice-prefeito, não é engenheiro, arquiteto ou mestre de obras, sua atuação sempre foi na tribuna, nos gabinetes, nos bastidores, nas comissões… Não sabe sequer ler uma planta, nada conhece sobre medição, drenagem, fundação… Aí se mete a cuidar de uma secretaria que requer, no mínimo, esses conhecimentos. Senhor Mário, o final sempre será um filme de horror a nos horrorizar consequente e subsequentemente.  Não deu certo com Hyssa Abrahim e agora está a se repetir com Marcos Rotta, o final é previsível.

Pergunta 3 – Bom dia! O senhor não acha que o chamado “transporte alternativo” em Manaus está uma bagunça? (Alfredo Augusto Santiago, morador do bairro da Paz)

Sô Cutruco – Aqueles que afirmam que o transporte “alternativo” decorre da má qualidade dos serviços delegados erram, cometem uma injustiça e propalam a desregulamentação sem atentar para as graves consequências do que defendem. Conceituá-lo como “transporte alternativo”, eu penso ser um equivoco, trata-se de transporte que opera ao arrepio da lei, é, pois, irregular e clandestino. A bagunça é tanta que, só em 2017, o número de apreensões de veículos por transporte irregular de passageiros, em Manaus, aumentou 164%, em cotejo com 2016. Foram 2.197 veículos apreendidos no ano passado, conforme informou esta semana a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). E, pasme senhor Alfredo, as motocicletas contabilizam a maior parte das apreensões, com 1.394 motocicletas em 2017. Entendo, portanto, senhor Alfredo, que a mera aplicação da lei que pune os transgressores poria fim a esse descalabro. Contudo, entristece-me não ver esse ânimo nas autoridades competentes, o que também não é nenhuma surpresa, afinal, foi a omissão das autoridades administrativas ao argumento falacioso de que preencheria as lacunas deixadas pelo transporte regular, que permitiu chegarmos a esse lamentável estágio.

Pergunta 4 – O senhor acredita que a substituição do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), por um regime de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira é uma decisão coerente? (Amália Pontes, residente no bairro Novo Israel).

Sô Cutruco – Há coisas que só cá acontecem, senhora Amália, vejamos: em janeiro de 2017, a Secretaria de Administração Penitenciária – Seap requereu a justiça do Amazonas, que os presos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), fossem enquadrados no regime de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira. A medida foi acatada e determinada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam). Entretanto, embargos foram ajuizados para que a decisão judicial seja revisada. Entende o Ministério Público MP-AM, que a medida não existe na Lei de Execução Penal. Agora o estado tem até 45 dias para colocar 585 presos em regime de monitoramento eletrônico. Quer saber o que penso senhora Amália? Pois bem, se é coerente ou não só o tempo dirá, entretanto, se São Paulo, por falta de dinheiro, não tem uma tornozeleira eletrônica sequer para “adornar” Wesley Batista, solto no dia 21 próximo passado, a senhora acredita que cá tenhamos 585 tornozeleiras eletrônicas disponíveis? Durma-se com um barulho desses!

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sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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