Política 2 meses atrás

SOBRE OS PRESIDENCIÁVEIS E OS EX-PRESIDENTES

o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo reconhecimento da causa de inelegibilidade noticiada, com o consequente indeferimento do registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando-se, na oportunidade, todos os termos da impugnação apresentada”, finalizou Jacques.

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E o cabo Daciolo, hem! O bombeiro do firmamento. Se eleito, entregará o País nas mãos de Deus. Aliás, no parlamento, ele tentou alterar o texto da Constituição. Para ele a redação deixaria de ser: “Todo poder emana do povo…” e passaria a ser: “Todo poder emana de Deus…”. Que tal?
Fernando Henrique, o adorador de holofotes, em bate-papo com eleitores no Twitter, se disse assustado com o desempenho de Jair Bolsonaro e admitiu um acordo entre PSDB e PT. Ora, isso não surpreende, os dois partidos são muito parecidos e os dois ex-presidentes também, especialmente nos quesitos prepotência e arrogância. Nunca é demais lembrar que PT e PSDB nasceram na mesma escola, são pós do mesmo giz, como cunhou Marcelo Rubens Paiva, em artigo publicado no Estadão, em junho de 2015.
Lula sancionou a Lei da Ficha Limpa, foi condenado em segunda instância, está impedido de ser candidato, mas quer estuprar a lei e desmoralizar o Poder Judiciário. Não bastasse isso, apela para organismos internacionais, só para criar factoides e ter espaço na mídia nacional. A penúltima foi o tal “Comitê de Direitos Humanos da ONU”, o qual declarou que Lula deve ser candidato. O escritor, jornalista e poeta José Nêumanne, diz que, de verdade, é obra da fábrica petista de fake News, o documento foi elaborado em “um “comitê” formado por 18 “especialistas” independentes – acadêmicos em geral – sem nenhum poder decisório ou mandatório”. A “ONU divulgou nota na qual informa que a função do tal “comitê” é “supervisionar e monitorar” o cumprimento dos acordos internacionais de defesa dos direitos humanos. E fazer recomendações, sempre em entendimento e consultas com os países envolvidos. A nota não deixa dúvidas quanto ao uso impróprio da entidade na divulgação: “É importante notar que esta informação, embora seja emitida pelo Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, é uma decisão do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. (Logo) esta informação deve ser atribuída ao Comitê de Direitos Humanos”. Eu subscrevo, sem tirar nem por.
Marina Silva (REDE) diz que é possível governar só com os melhores. Fernando Gabeira concorda, diz ele: “Tudo bem. Boa intenção ajuda. Especialmente no convento, na universidade… Na política, você tem que ter um certo grau de realismo”.
O ex-presidente FHC, afirmou ao jornal GLOBO que, embora reconheça qualidades da candidata da Rede, acha que falta um “pouco de malignidade” à ex-senadora. Via Twitter, ela respondeu a FHC: “Com todo o respeito e admiração que tenho por FHC, o que trouxe o País à crise atual não foram boas intenções, mas sim o excesso de malignidade – aliás, muito presente na coligação do candidato tucano”. Marina mandou bem, mas é só isso, depois das eleições passará mais quatro anos se embalando na rede.
Se no Twitter FHC aventou a hipótese de aliança do PSDB com o PT, em entrevista neste fim de semana ao jornal GLOBO ele disse: “Não quero aliança com o PT. Somos diferentes. O PT virou um partido hegemônico. A história nos separou”. Esse senhor é volúvel ou contraditório?
Eu não acredito no IBOPE, esse instituto, nas últimas eleições, apresentou resultados de pesquisas eleitorais recorrentemente desmoralizados. O resultado divulgado na segunda-feira, dia 20, é mais um. Talvez a única coisa verossímil seja a pouca transferência de votos de Lula para Haddad, sua marionete. Diz o IBOPE que 39% rejeitam a hipótese de votar nele.
Pesquisas qualitativas revelaram que o candidato do MDB, Henrique Meirelles, aquele que patina e não sai do lugar, tem mais uma dificuldade: os eleitores não conseguem distingui-lo de Alckmin. Eles são homens, da mesma cor, quase a mesma idade, usam óculos e têm pouca “capilaridade”. Aqui eu me refiro a ausência de cabelos, não a falta de capilaridade eleitoral – atração ou rejeição do eleitor-, é assim que o eleitor o enxerga quando tem sua foto cotejada com a de Alckmin.
O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, reiterou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está inelegível. Jacques reiterou ao TSE o pedido para que o registro do petista seja rejeitado pela Corte Eleitoral, em manifestação encaminhada na segunda-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Com efeito, o candidato está inelegível, e o mesmo fato fundamenta a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. (…) Diante do exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo reconhecimento da causa de inelegibilidade noticiada, com o consequente indeferimento do registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando-se, na oportunidade, todos os termos da impugnação apresentada”, finalizou Jacques. Lula precisa tomar chá de Simancol.
O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do tribunal, é o relator do pedido de registro de Lula no TSE, Barroso declarou que deverá “imprimir ao registro de candidatura de Lula o mesmo rito previsto para qualquer outro candidato que dispute o Palácio do Planalto”. Também já sinalizou que pretende deixar a decisão para o plenário da Corte Eleitoral, pois entende que se trata de um tema institucionalmente relevante. Assim, o plenário deverá julgar o registro do ex-presidente somente no início de setembro, quando horário eleitoral gratuito já estará sendo veiculada no rádio e na televisão, isso a partir de dia 31 de agosto.
Do candidato Alckmin o que ficou claro até agora é que o chefe da sua equipe econômica é Pércio Árida, o mesmo que comandou o fracassado Plano Cruzado. Também que os Ministérios já foram loteados em troca de tempo de televisão. Triste barganha! Trágica perspectiva! Alckmin, se eleito (cruz credo!), já disse que o modelo Zona Franca será revisto. Será o fim.
Do Bolsonaro, diz Stephen Kanitz, ele “não é meu primeiro candidato, mas seu governo não precisa ser o que todo mundo está pensando”. Que “os Deputados terão medo de lhe fazer pedidos, o problema morre pela raiz”. E que Eduardo Bolsonaro, filho do Jair, procurou Steve Bannon, gênio da Harvard Business School, para se inteirar como se monta um Ministério com critérios da Harvard. Isso parece extremamente positivo.
Ciro Gomes, o temperamental candidato do PDT à presidência da República, numa tentativa desesperada de melhorar sua posição nas pesquisas eleitorais, está prometendo tirar 63 milhões de brasileiros endividados e com “nome sujo” na praça. Diz o candidato raivoso: “Vamos fazer algo parecido com o que é feito no ‘feirão’ do Serasa”. “Mas com a intermediação do governo”. Já tem muito trampolineiro esperando ele assumir a presidência da República na esperança de voltar a ter seu nome limpo. Valei-me, meu padrinho padre Cícero!

E ainda tem o Guilherme Boulos, candidato do PSOL, líder do MST. Bem, esse cidadão, que abriu dissidência na base de apoio a Lula, participa de atos contra as investigações da Operação Lava Jato. Carece comentar algo mais?

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sobre

Lucio
Bezerra

Manauara, criado na José Clemente, Rua integrante do mais famoso quadrilátero do planeta Terra. Torcedor do Fluminense, filho de Luiz e Joanna, canhoto, apreciador de vinho, cantor de banheiro, ex-atleta, ex-cabeludo, arremedo de poeta e escritor, sonhador e eterno aprendiz.

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